12/11/06

a única excepção




se me abandonares por qualquer outro homem será duro admiti-lo, mas lá terei de
me resignar, aceitarei serenamente
a tua decisão. Eu não sou rancoroso.

se me abandonares por amor a alguma
região distante, é provável que me exalte,
que perca a cabeça; embora depois reconheça
que tens razão. Eu não sou rancoroso.

se me abandonares porque estás farta de mim, talvez me doa por dentro, na minha alma.
mas acabarei por superá-lo.
és livre. E eu não sou rancoroso.

mas escuta-me bem. Se me abandonares
por um vício como a Poesia
- esse outro mundo: estranho labirinto-
morreria depois de te ter matado.



(poema de Toni Montesinos, traduzido por Manuel de Freitas.
revista Telhados de Vidro, novembro 2005)





(quadro de canau espadinha)

4 comentários:

Anónimo disse...

Nunca te abandonarei...
:)
*

pr@do disse...

Te digo adiós y acaso te quiero todavía.
Quizás no he de olvidarte, pero te digo adiós.
No sé si me quisiste...No sé si te quería...
O tal vez nos quisimos demasiado los dos.

Este cariño triste y apasionado y loco
me lo sembré en el alma para quererte a ti.
no sé si te amé mucho...no sé si te amé poco:
pero si sé que nunca volveré a amar asi.

Me queda tu sorrisa dormida em mi recuerdo
y el corazón me dice que no te olvidaré:
pero al quedarme sola, sabiendo que te pierdo,
tal vez empiezo a amarte como jamás te amé.

Te digo adiós, y acaso, con esta despedida,
mi hermano sueño muere dentro de mí...
Pero te digo adiós, para toda la vida,
aunque toda la vida siga pensando en ti.

José Angel Buesa

Besito grande.*

Pinky disse...

Ah, maldito vício!... :)

Pinky

yogui disse...

Sou uma caminhante,e cada dia descobro uma nova região na minha alma.